10. Agronegócio

10. Agronegócio

Formação necessária: Agronomia (bacharelado), Engenharia Agronômica, Agronomia (tecnólogo), Agroindústria, Agroecologia.

Faça sol ou faça chuva, na crise ou na abundância econômica, o Agronegócio está sempre lá, atendendo às demandas de uma população que não para de crescer (e de comer!). Quem trabalha no setor da agricultura ou pecuária tem um desafio a contornar: é preciso produzir mais por menos, atingir novos mercados e modernizar-se. Aqueles que detêm o conhecimento necessário para uma boa prática agrícola estão sendo bastante disputado neste mercado.

 

Colheitadeiras em um campo de cana-de-açúcar em Piracicaba, São Paulo.

Agronegócio é o conjunto de negócios relacionados à agricultura e pecuária. Costuma-se dividir o estudo do agronegócio em três partes: na primeira parte, os negócios à montante da agropecuária, ou da “pré-porteira”, representados pela indústria e comércio que fornecem insumos para a produção rural, como, por exemplo, os fabricantes de fertilizantes, defensivos químicos e equipamentos.

Na segunda parte, se trata dos negócios agropecuários propriamente ditos, ou de “dentro da porteira”, representados pelos produtores rurais, sejam eles pequenos, médios ou grandes, constituídos na forma de pessoas físicas (fazendeiros ou camponeses) ou de pessoas jurídicas (empresas).

E, na terceira parte, encontram-se as atividades à jusante dos negócios agropecuários, ou de “pós-porteira”, onde estão a compra, transporte, beneficiamento e venda dos produtos agropecuários até o consumidor final. Enquadram-se, nesta definição, os frigoríficos, as indústrias têxteis e calçadistas, empacotadores, supermercados e distribuidores de alimentos.

Insumos

Insumo é a combinação de fatores de produção diretos (matérias-primas) e indiretos (mão de obra, energia, tributos) e que entram na elaboração de certa quantidade de bens ou serviços. No agronegócio, os principais insumos são sementes, adubo, defensivos, maquinário, combustível, ração, mão de obra especializada, entre outros.

Produção

A produção é o trabalho do agropecuarista por meio do cultivo do solo e/ou criação de animais, independentemente do tamanho da área ou método utilizado. É a transformação do produto agropecuário em subprodutos que podem ser bens de consumo ou insumos para outros processos, como o leite, queijos, carnes, embutidos, ração, fios, corantes.

Distribuição

Caracteriza-se pelo transporte, processamento e distribuição dos bens agropecuários, para o consumidor ou para intermediários no processo.

Cliente final

É o consumidor dos produtos agropecuários, que os recebe in natura ou processados.

Principais produtos

Criação de gado leiteiro

Alimentos

Envolve toda a cadeia da produção alimentícia, como, por exemplo, frigoríficos, usinas de beneficiamento de leite, indústria de óleo, rações, empacotadores, distribuidores de grãos e beneficiadores.

Biocombustíveis

É o setor do agronegócio que cuida do cultivo de plantas que serão transformadas em combustíveis orgânicos, os chamados biocombustíveis.

Têxtil

Ramo industrial que transforma bens agropecuários em produtos têxteis, como vestuário, artigos de cama, mesa e banho, bens de decoração e insumos para as indústrias moveleira e calçadista.

São exemplos de matéria-prima produzidos pelo agronegócio o algodão, o linho e a lã.

Madeira

Explora o solo pelo cultivo de árvores que serão transformadas em madeira, celulose ou produtos químicos para posterior utilização como matéria-prima de várias indústrias, como a moveleira e a de construção civil, a indústria papeleira, ou mesmo a obtenção de lenha para combustível.

Questão ambiental

O aprimoramento do agronegócio barateou o custo dos alimentos e deu, à população, um maior poder de consumo e de escolha, mas também trouxe vários problemas, principalmente ligados às questões ambientais e sociais.

O maior desafio agora é a produção no campo sem impactos ao meio ambiente, causados notadamente pelo uso de agrotóxicos, pelo desmatamento e empobrecimento do solo, queimadas, contaminação de mananciais e do lençol freático, desequilíbrio ecológico e proliferação de pragas.

Nas cidades, a preocupação se dá com o lixo gerado após o consumo, mais precisamente com o descarte de embalagens.

Questão social

Nos países pobres, a modernização da agricultura deixou muitos produtores à margem do processo, principalmente famílias que viviam da agricultura de subsistência, ou agricultura familiar, em pequenas propriedades rurais.

Estes, privados de técnicas e métodos modernos, como irrigação, maquinários e insumos, perderam a competitividade, o que levou ao abandono do campo, num fenômeno conhecido como êxodo rural, aumentando, assim, nas grandes cidades, o acúmulo de pessoas vindas do campo.

Tipos de produtores

Pequenas e médias áreas

Horta em pequena área

Os pequenos e médios produtores, conhecidos como minifundiários, são aqueles que contam com áreas pequenas e, por vezes, poucos recursos financeiros para incrementar o processo.

Porém, existem empreendedores modernos que, apesar de pouca área, conseguem maximizar a produção ao diversificar a produção, a exemplo do que acontece em países com pouca extensão territorial, como o Japão e os integrantes da Europa, auferindo bons lucros com a criação de aves, suínos ou piscicultura, bem como na plantação de hortifrutigranjeiros, de fumo, arroz e outras culturas que dependem de pouco espaço e muita mão de obra.

A agricultura familiar é a que predomina nos minifúndios.

Grandes áreas 

Os proprietários ou arrendatários de grandes extensões de terra são também conhecidos como latifundiários. Geralmente, os latifúndios são áreas onde ocorre a monocultura de produtos considerados commodities, principalmente a soja, o milho, o algodão e a pecuária leiteira e de corte.

É o tipo de produção que ocorre em países de grande extensão territorial, onde o lucro se dá pelo ganho em escala e a redução dos custos de produção.[7]

O agronegócio e os biocombustíveis

O biocombustível é uma opção para substituição dos combustíveis fósseis, por ser renovável e menos poluente. Trata-se dos chamados combustíveis de biomassa, em especial o etanol e diversos tipos de óleos vegetais, com inúmeras fontes, como mamona, soja, milho, dendê, pequi, girassol.

O Brasil foi pioneiro no uso do biocombustível em escala, através do programa Pró-álcool, idealizado pelo Governo Federal na década de 1970, após a segunda fase da crise do petróleo.

Foi também o primeiro país a obrigar o seu uso, através da mistura do álcool na gasolina, bem como o primeiro a ter frota composta por automóveis flex, que rodam com os dois tipos de combustível, independente da quantidade de cada um.

Atualmente, o Governo Federal trabalha para ampliar o uso do biodiesel.

Ver também

  • Zootecnia
  • Revolução verde
  • Agronomia
  • Agricultura
  • Pecuária
  • Agropecuária
  • Piscicultura
  • Fruticultura
  • Agronegócio no Brasil
  • Engenharia Florestal

 

 

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